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Estudo da história local, proteção do patrimônio histórico, artístico, paisagístico, geográfico e cultural da região do Rio das Mortes
28.11.11
21.11.11
Carta de repúdio
Belo Horizonte - MG
Tiradentes, 14 de novembro de 2011.*
Prezado Senhor,
Venho por meio deste manifestar minha insatisfação e descaso com a Oficina de Teatro Entre & Vista, que há 20 anos representa a cidade de Tiradentes, em todos os eventos aqui promovidos.
Infelizmente, conforme convite que nos foi feito, comprovando-se com a Programação Oficial que consta no site oficial do evento, e, caso o convite não estivesse sido feito, ali não estaríamos, sentimo-nos humilhados perante ao público.
Eram cerca de cinqüenta Tiradentinos, dentre eles: todas as autoridades máximas deste município Prefeito, Vice-Prefeito, Presidente da Câmara, Vereadores, Pároco, agraciados e convidados que aguardavam ansiosos pela apresentação dos representantes de sua terra.
Em um primeiro momento, após a recepção hostil de uma senhora, que se dizia uma das responsáveis pela pauta, nos disse “....num é assim que funciona, num é chegar e apresentar, não... tem uma pauta... e não está na pauta”. Eu, Sr. Eros e o Sr Rafael (som) ficamos estarrecidos e tentamos contornar a desagradável situação.
Errar é humano. Persistir no erro é......extremamente desagradável. Fomos esquecidos durante todo o evento sob os olhares curiosos dos convidados e agraciados. Ficamos à mercê do sol escaldante e dos olhares ressabiados dos convidados que, no ano passado, por não ter havido as honras e pompas do corrente ano, foi um evento magnífico e bem focado: O Batizado do Herói.
Oficina de Teatro Entre & Vista, um bem cultural imaterial da cidade de Tiradentes abandonado próxima à cantina do evento e, onde, nem ao menos um salgadinho foi servido aos atores. É lamentável!
Indescritível também é o sentimento de frustração do Senhor Eros Miguel Conceição. Senhor de 72 anos. Sócio Fundador do IHGT (Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes), SAT (Sociedade Amigos de Tiradentes), CBVT (Corpo de Bombeiros Voluntários de Tiradentes), Coordenador da Oficina de teatro Entre & Vista, hoje, Ponto de Cultura Entre & Vista, responsável pelos projetos de restauração das Igrejas das Mercês, São Francisco e N. Sra. do Padre Gaspar, investimento de R$ 3,5 milhões oriundos do BNDES, passar por humilhante situação.
Este é o nosso sentimento. Sentimento de 15 pessoas que saíram de suas casas, no domingo, pela manhã, viajaram cerca de 25 km e foram esquecidas perante a um grupo seleto de autoridades, chancelers, intelectuais, artistas, dentre outros, e, até o presente momento, sem retratação alguma.
Sem mais para o momento, reitero meus protestos de estima e distinta consideração.
Cordialmente,
DIRETORIA
Oficina de Teatro Entre & Vista
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*Carta publicada neste bl0g a pedido da diretoria da Oficina de Teatro Entre & Vista e também como afirmativa de repúdio dos sócios do IHGT com este acontecimento.
15.10.11
Matriz de Santo Antônio - Uma Visão Atual
Um antigo dito popular da cidade de Tiradentes, no século XIX, referia-se às três coisas mais importantes da cidade: A Matriz, O Chafariz e o Comendador Assis. Daí vê-se a importância conferida pela população a esta velha igreja, reconhecida como uma das mais belas e ricas de Minas Gerais.
Construída em taipa, em substituição á antiga capela de madeira, teve início em 1710, quando também se oficializou a Paróquia e se criou a Irmandade do Santíssimo Sacramento responsável pela empreitada da construção.
Entre a construção propriamente dita e a decoração transcorreram-se cerca de 40 anos. A igreja na sua imponência arquitetônica guarda um conjunto de talha do período barroco D. João representado pelos sete retábulos, coro, púlpitos, molduras dos óculos, sobreportas e as paredes da capela-mor com duas grandes telas representando a Santa Ceia e as Bodas de Caná. Grande parte desta decoração deve-se às oficinas dos entalhadores João Ferreira Sampaio e Pedro Monteiro de Souza, este natural da cidade de Braga. Completa os equipamentos religiosos um belo órgão fabricado em Portugal, instalado em caixa entalhada por Salvador de Oliveira e pintado por Manoel Victor de Jesus.
A riqueza da Matriz de Santo Antônio não se restringe a nave e capela mor mas estende-se aos cômodos laterais onde funcionavam as duas sacristias e consistórios das Irmandade sediadas no templo, decoradas com talhas e pinturas de gosto rococó. Ainda deve-se citar o mobiliário de época, a rica prataria e imaginária do templo.
Cem anos após o começo da obra foi refeito o frontispício, numa tentativa de “modernizar” o seu aspecto externo arcaico, tendo sido para isso encomendado um projeto ao Aleijadinho. É nesta época que é feita a portada de pedra sabão e as escadarias do adro em patamares com gradis de pedra. Foi nesta igreja que se casaram os pais do Tiradentes em 1738, onde também foram batizados Frei Veloso (1741) e José Basílio da Gama (1742).
A presente exposição comemora o terceiro centenário de inicio da obra e é constituída pela visão atual dos artistas que nasceram ou vivem em Tiradentes, sendo portanto diversas leituras sobre o mesmo tema. O Instituto Histórico e Geográfico agradece a todos os participantes do evento.
A presente exposição comemora o terceiro centenário de inicio da obra e é constituída pela visão atual dos artistas que nasceram ou vivem em Tiradentes, sendo portanto diversas leituras sobre o mesmo tema. O Instituto Histórico e Geográfico agradece a todos os participantes do evento.
Olinto Rodrigues dos Santos Filho
ARTISTAS PARTICIPANTES:
Airton Ribeiro; Alderico Nascimento; Angela Nunes; Antônio Henrique Rohrmann; Beth Calvalcanti; Celestino; David Smyth; Deborah Engelender; Demóstenes Vargas Filho; Elvis Dias; Expedito Divino; Fátima Moura; Humberto Malaquias; João Batista Canto; Laura Perrella; Lyria Palombino; Luigi Frumenti; Luiz Cruz; Maria José Boaventura; Oliver; Riback; Robert Ballantyne; Ruth PerrellaTony de Castro; Vinícius Rosa Rios; Victor Reynaga.
13.10.11
20.1.11
Á confreira Geralda
O que passou talvez não se deixe passar pelos sentimentos de seus pares. Muitos dos que aqui estão foram seus acadêmicos, outros tantos, seus colegas na construção do saber coletivo e para outros tantos amigos, família.
De nossa parte. Aprendemos a ver em seu silêncio em sua serenidade a concordância ou o seu contrário quando de reuniões polêmicas que nossos pares aqui nesta sala votaram as posições enquanto grupo.
Como uma flecha, objetiva e coerente, expunha seu ponto de vista. Sempre em tom conciliador se permitia ao debate construtivo.
Das mais novas destes tempos como confreira do IHGT, mas nem por isso menos atuante. Assumiu para si diversas responsabilidades e caminhava para ver concretizado com o cimento de suas mãos grandes obras em nossa Tiradentes. Nossa secretária, integrante do grupo de trabalho dos projetos do BNDES que num porvir transformará nossa cidade.
É certo que seus familiares perderam uma esposa, uma mãe, uma avó. Mas sem egoísmo, também entendem que todos perderam a amiga, a colega, a professora.
Todos perdem com sua morte prematura. Todos. Mas como dizia já Séneca, “Os progressos obtidos por meio do ensino são lentos; já os obtidos por meio de exemplos são mais imediatos e eficazes”. Por certo sua vida é um exemplo a ser seguido, quer seja em família, quer seja como professora, que seja como cidadã e cabe a nós te-la como referência, não por que partiu, mas por que viveu uma vida exemplar e isso é o certo.
Tiradentes, 19 de janeiro de 11. Reunião solene do IHGT. (Carlos A Caprioglio, lido por Rogério Almeida)
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