17.8.12

Luto pelo falecimento de Eros Miguel Conceição


19 de janeiro de 1979


A cidade de Tiradentes e o Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes  estão de luto pelo falecimento, no dia 16 de agosto de 2012, do nosso querido sócio fundador Eros Miguel Conceição.

Eros nasceu em 1939, era filho de Vicente Conceição e Dagmar Moura e, desde cedo, aprendeu com o pai e os irmãos (Juca e Mitula) o ofício de ourives, que exerceu durante muitos anos com grande maestria. Na vida, Eros foi o “homem dos sete ofícios”, pois tudo o que se arvorava em fazer, fazia-o bem. Foi secretário do Ginásio São João Evangelista, depois D. Delfim Ribeiro Guedes e, hoje, Escola Estadual Basílio da Gama; presidente e tesoureiro do IHGT; tesoureiro da Sociedade de Amigos de Tiradentes (SAT); da Sociedade Corpo de Bombeiros Voluntários (SCBU) da qual também foi um dos fundadores. Eletricista, trabalhou com segurança para particulares e especialmente nas igrejas como S. João Evangelista, Bom Jesus e Bichinho.

Dedicou grande parte de seu tempo às igrejas e ao patrimônio de Tiradentes. Era ele quem montava a capela do Santíssimo Sacramento, na Quarta-feira Santa, com inventividade e esmero; foi ele quem primeiro iluminou os andores para as procissões com bateria de caminhão, uma grande novidade; foi ele quem consertou, juntamente com a equipe do IPHAN, o bicentenário relógio da torre da Matriz, fazendo-o de novo reviver as horas; era ele quem ajudava a vestir o Senhor dos Passos e ornamentá-lo, era ele e eu que montávamos o Calvário para o Descendimento, na Sexta-feira da Paixão; e muitas outras coisas mais.

Com sua paciência e cuidado, fez a primeira miniatura do Relógio do Sol e, depois, chegou a fazer um com números de ouro. Brigou muito contra o desmatamento e a favor da preservação da Serra de São José, tendo assinado, em 1979, o seu pedido de tombamento em nível Federal. Entre tantas coisas, achava tempo para fotografar eventos e pessoas da cidade desde os anos 1960, possuindo um histórico acervo que vai desde a inauguração do seminário diocesano e da estrada asfaltada até as enchentes e chuvas de granizo.


Eros, ao centro e de terno branco, em 1949.


Dedicou-se de corpo e alma ao teatro, com a criação do Grupo Entre & Vista, até sua morte, tendo, inclusive, o transformado em Ponto de Cultura do MINC. Foi músico da Banda Ramalho, tocando saxofone e promovendo serenatas. Ultimamente, criou um coral no Teatro Entre & Vista, com belas apresentações, e gravou um cd com hinos e músicas sobre a cidade, de especial interesse para Tiradentes.

Durante muitos anos, cuidou das torres de transmissão de sinal de televisão, mesmo quando as antenas eram no alto da Serra das Águas Santas, as vezes indo a pé e a noite até a torre para consertar a transmissão. E não sei quantas coisas fazia em prol da cidade e do nosso patrimônio...

No Instituto Histórico manteve acesa a chama de amor a cidade, sua história, seu patrimônio, desde 1977. Era uma dessas pessoas raras, íntegra e honesta, com seu jeito simples, de pouca conversa, ranzinza, bravo quando necessário, avesso a ser fotografado, embora fosse fotógrafo.

Eros nos deixa um exemplo de trabalho, persistência e dedicação à comunidade, sem esquecer que além de católico fervoroso, era Vicentino da Conferência de Nossa Senhora do Rosário. Nas vigílias de Quinta para Sexta-feira Santa, além de ornamentar a capela, ele passava a noite inteira em adoração ao Santíssimo Sacramento.

Mais não poderei dizer, porquê as palavras são poucas para tantas ações, ficando aqui uma palavra de agradecimento por tudo que fez e pela sua convivência conosco e de saudade, pois muita falta fará. Adeus Eros, com o nosso carinho.

Olinto Rodrigues dos Santos, pelo IHGT.

Eros, na reunião solene do IHGT, em 19 de janeiro de 2010





27.7.12

Lançamento de Livro





           



Foi Lançado, em 24 de julho de 2012, na sede do IPHAN, em Brasília, 11 livros editados pelo programa Monumenta/IPHAN. Entre eles, foram lançados os livros “A Matriz de Santo Antônio em Tiradentes”, de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, e o Roteiro “Barroco e Rococó nas Igrejas de São João del Rei e Tiradentes”, de Miram A. Ribeiro de Oliveira e Olinto R. do Santos Filho, ambos sócios do IHGT. 


Da esquerda: Olinto Rodrigues dos S. Filho; Luis Fernando de Almeida, presidente
 do IPHAN; e Ana de Holanda, ministra da Cultura. Foto de Núbia Selem.


9.7.12

Um ilustre Tiradentino esquecido



Fotografia da déc. de 20, acervo de Joaquim Ramalho Filho.



Nem sempre as pessoas que tiveram real importância na vida e por isso merecem ser lembradas, o são. É o caso de um tiradentino que nem sequer tem uma rua com seu nome ou uma mísera lápide para que sua memória seja perpetuada. Falo de POLICARPO ROCHA, nome que não é conhecido das novas gerações. Policarpo Rocha nasceu nesta cidade de Tiradentes em 1860, de uma família oriunda do Bichinho. Era filho de outro Policarpo Rocha. Parece que, ainda jovem, mudou-se para Carandaí, naquele tempo, ainda distrito de Tiradentes, e lá se estabeleceu com negócio de cal. A cal, naquela época, era um grande negócio, pois a ainda não se usava o cimento nas construções e a cal era fundamental.

Policarpo não se esqueceu de sua terra natal. Contribuiu para a obra de acabamento da Igreja da Santíssima trindade, nos fins do séc. XIX e início do XX, para a reforma feita da Igreja Matriz, em 1893, e, nos anos 20, para a reforma do telhado da Igreja do Rosário e da Igreja de São João Evangelista.

Mas o que hoje nos espanta é o fato de ele ter comprado, em 1907, a casa que pertenceu ao inconfidente Pe. Carlos Correa de Toledo e Melo, que se acreditava ser a Casa do “Tiradentes” e que se encontrava abandonada após ter servido de moradia do Juiz da Comarca, Dr. Edmundo Lins.

Seguramente, a casa do Pe. Toledo era a melhor construção da cidade e uma das mais importantes construções civis do período colonial com cerca de quatorze cômodos e onze forros decorados com pinturas. Custou o imóvel 1.200$000 (um conto e duzentos mil réis). Dez anos depois, em 1917, o capitão Policarpo Rocha faz doação do referido imóvel à Câmara Municipal através de escritura pública passada no cartório do 1º ofício, avaliado, naquele momento, em um conto e oitocentos mil réis, para que a Câmara fizesse dele “o uso que lhe convier”.

É um fato notório alguém doar ao poder público um imóvel de tamanha importância. Normalmente, o que se vê atualmente é o contrário, os particulares espoliando os bens públicos como, alias, aconteceu em Tiradentes, onde o Estado doou a Cadeia Pública e a antiga Casa da Câmara e Fórum para a uma Fundação privada. Após a doação de Policarpo, a Casa do Pe. Toledo foi Reformada e para lá se transferiu a Câmara. Ainda na década de 1920, as salas frontais foram transformadas em auditório para teatro e cinema. Em 1930, lá passou a funcionar, além da câmara, a sede da recém criada Prefeitura até que foi cedida para a instalação do seminário Diocesano São Tiago, aberto em 1962.

Havia antigamente, na sala de sessão da Câmara, um grande retrato de Policarpo Rocha, como, também, na Matriz e na Igreja do Rosário. Ainda existe um na Igreja de São João Evangelista e outro no Santuário da Santíssima Trindade, que hoje foi retirado da Sacristia, onde sempre esteve, e colocado junto aos ex-votos. 

O capitão Policarpo Rocha faleceu na década de 40 e ninguém de sua família reside na cidade. Fica aqui uma sugestão para que a Câmara lhe preste uma homenagem recolocando seu retrato na sala de sessões e, talvez, denominando uma rua com seu nome, para que sua memória seja perpetuada como grande benfeitor da nossa querida Tiradentes.

Texto de Olinto Rodrigues dos Santos Filho, sócio do IHGT, publicado originalmente no jornal “Inconfidências”, 
da Sociedade Amigos de Tiradentes, ano 4 – 1999, nº 26.




3.7.12

Vicente Velloso – Bolas Pelotas



fotografia publicada na revista O Cruzeiro, 1967


Vicente de Paula Velloso nasceu em nove de setembro de 1889, nos últimos dias do império. Era filho de Dona Maria José Velloso, a “Sá Cota Velloso”, zeladora apaixonada da matriz de Tiradentes, e de Francisco Joaquim Ribeiro. Ainda cedo, o menino ingressou no seminário de Mariana, influenciado pela fé de sua mãe, do irmão Pe. João Teodorico e do padrinho Pe. João Batista da Fonseca. 

 No seminário, adquiriu vasto conhecimento, pois era homem de rara inteligência. Sentindo não ter vocação sacerdotal, abandona o seminário e volta para Tiradentes, assumindo, no início do século, o cargo de contador e distribuidor do fórum de Tiradentes, no qual se aposentou. A demência o atacou ainda com pouca idade. Contava-se que foi por uma desilusão amorosa, uma paixão por uma certa Alice, que durou até o fim da vida. 

 Vicente Velloso estudou música com outros irmãos na escola do Clube Euterpe Tiradentino, aberta em 1896, tornando-se exímio músico e compositor, tendo legado à posterioridade um belo “Tatum Ergo” para a Benção do Santíssimo e um hino a Santo Antônio “Ó Língua Bedicta”, cujos originais estão guardados no arquivo da Orquestra Ramalho. 

 Com suas longas barbas grisalhas, um surrado sobretudo cinza e um bastão, a figura do ancião impressionava a todos e assustava as crianças do nosso tempo. Vicente Velloso era conhecido pelo apelido de “Bolas Pelotas”, que ele odiava. Contava-se que com a demência ele certa vez ouviu o nome da cidade de Pelotas-RS e passou a murmurar pelas ruas: “- Ora, como pode uma cidade chamar-se Pelotas... ora bolas Pelotas...” Daí o apelido, gritado pelas crianças, pelas ruas da cidade. Trazia o velho Velloso sempre um terço na mão, a murmurar pelas ruas palavras em latim, sempre perambulando ou sentado no adro da matriz, posando para pintores ou assustando crianças. 

 A figura inesquecível de nossos tempos de criança deixou o mundo no dia cinco de agosto de 1968, de “moléstia do coração”, solteiro, na residência de sua família à Rua Frei Velloso, 186, hoje Rua Santíssima Trindade. Olinto Rodrigues dos Santos Filho, sócio do IHGT.


Cartão de visita, 1928, com bilhete ao maestro Joaquim Ramalho



15.2.12

Assim se faz a História!


A História nos diz muitas coisas. Quem somos, quem fomos e o que seremos. Nos mostra como construímos o mundo! Como o transformamos! E como o vemos, através das nossas ações, nossas ideias, nossos pensamentos. Nosso modo de viver. A História conta como vivemos nossas vidas. De onde viemos e para onde vamos. O que fizemos e o que fazemos de nossas vidas. O que faremos de toda à vida! A História é um organismo vivo inerente ao ser humano. Faz parte de nós. Vivem em nós. E cabe a nós não esquecê-la ou ignorá-la. Devemos honrá-la! Cervantes já dizia que “a história é êmula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, advertência do futuro.” Devemos então visitar o passado, aprendendo com os erros e se dignificando com os acertos, para que hoje, no presente, possamos construir um mundo melhor para uma vida melhor. Somente assim, poderemos nos orgulhar da História que será escrita no futuro! 

E foi assim que a história de Tiradentes foi sendo escrita e, no seu encalço, do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes. Ao longo de trinta e cinco anos, completados hoje, o IHGT foi, através de suas ações, preservando e honrando a história de Tiradentes. Construiu uma identidade sólida e respeitável, digna, partindo do pressuposto de que a preservação da história da cidade, de sua arte, da sua cultura, do seu povo, das suas tradições, das suas lendas, da sua memória, do chão que essa gente simples e batalhadora vive e, claro, dessa própria gente tiradentina e mineira, singela, calma, que vive nas margens do tempo, levando a vida sossegada, tranqüila, quase “caipira”; é preservando esse jeito mineiro de viver que o Instituto se manteve leal aos ideais dos heróis, anônimos ou não, desta cidade. E tudo isso através de um trabalho sério, árduo e responsável do IHGT, da dedicação de seus sócios, empenhados em preservar e, ao mesmo tempo, construir essa história. 

Ontem, muitos desafios se somavam perante nossos olhos. A precariedade do estado de conservação da cidade, de sua história, tanto material como humana, era um grande obstáculo a ser vencido. A rotina, outrora rica em ouro e em arte, em ideias e pensamentos, se arrastava pelas ruas quase esquecidas de Tiradentes. Uma cidade quase abandonada, esquecida até pelos seus, teimava ainda em existir, em sobreviver. Afinal, uma história não se apaga simplesmente dos livros e da memória do mundo. Ela se transforma! Ontem, aquele cenário de esquecimento e abandono, de tristeza e lamúria se redescobriu. As imagens em preto e branco foram coloridas, trazendo vida e alegria para esse povo. Guardava em si uma nova oportunidade, escondia em seus casarões uma nova chance. A serra, majestosa em sua beleza e magnitude, protegia dos olhos vis do mundo uma nova cidade. O tempo, que insiste em dar voltas, nos trouxe um novo ciclo. Uma nova vida repleta de mudanças e novos ideais. 

Ações de preservação e conscientização nortearam os trabalhos do Instituto. Palestras, seminários, comunicações, enfim, um sem número de eventos, todos alusivos a nossa história e a de nosso povo foram realizados ao longo da vida e dos anos do IHGT. Todos, voltados para a história desta terra. História de pessoas que aqui nasceram e que levaram o nome de Tiradentes para o mundo. História que aconteceram em nossa região e que foram marcantes para nosso país. História de grandes artistas, de escritores, de estudiosos. De gente curiosa em saber um pouco mais sobre o mundo. História e estórias... Tudo isso contribuiu para oportunidades de calorosos debates, de magníficas conversas, de inesquecíveis momentos de puro enriquecimento intelectual e cultural, em que ilustres palestrantes dividiram o palco, a cena, a história com simples pessoas. Todas com o intuito de aprender um pouco mais, de aprofundar um pouco mais, de contribuir um pouco mais com essa história que tanto nos orgulha. E sem contar as muitas exposições, compostas sempre “de arte, de grandeza e de heroísmo”, que levaram aos olhos de todos uma nova visão, uma nova ótica. Um novo panorama que muitos não acreditavam ou mesmo se quer imaginavam que poderia existir sobre nossa cidade, mas que brilhantes artistas nos mostraram possíveis. 

Hoje, vislumbramos um novo caminho em nossa história. Os horizontes das montanhas alterosas estenderam-se até os limites do mundo, levando um pouco da beleza e da riqueza desta cidade. Da nossa imponente muralha, ainda vive entre seus seixos e rachaduras um sentimento de liberdade, de perseverança. Uma memória de tempos de glória. Um sentimento este que foi semeado por bravos inconfidentes. Mas a nossa Serra de São José não é fortaleza suficiente contra o tempo. Até mesmo o maior dos colossos padece sob a ação implacável do mesmo. Por isso, se faz necessário a preservação de nosso refúgio, de nossas casas, do nosso patrimônio! Algo que soaria impossível em tempos remotos, hoje se torna uma real possibilidade. Graças a incentivos do BNDES, muitos ganhos transformarão, mais uma vez, Tiradentes. Obras de restauro dos principais pontos turísticos da cidade como: as igrejas, o chafariz, e o museu – além da construção de um novo museu –, revitalização do calçamento do centro histórico, da ponte de Pedra, da antiga Estação de César de Pina, elaboração do Plano Diretor, tão necessário para os dias vindouros da cidade, projeto de educação patrimonial e ambiental, sem contar as outras obras e projetos que serão executados. Alguns capitaneados pelo Instituto, através das ações coordenadas de seus sócios e colaboradores. Outros, por demais instituições da cidade. Mas todos contribuindo para que a cidade viva plenamente por mais 300 e tantos anos. Preservar para as gerações futuras é o legado que o Instituto pretende deixar e trabalha ativamente para fazê-lo. 

E não podemos nos esquecer daqueles que aqui lutaram e que aqui se doaram. Pessoas que acrescentaram ao espírito do Instituto um pouco de suas almas. Pessoas que hoje não mais estão conosco, mas que fizeram sua história. Em especial, duas mulheres, duas guerreiras que nos deixaram neste ano de 2011. Mães que adotaram os ideais do IHGT como seus filhos também. Mário Quintana já dizia “O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo.” E a saudade sempre ira nos tirar do caminho normal do tempo. 

Por isso, não podemos nunca nós esquecer da professora incansável, da mãe dedicada, da esposa companheira. Como esquecer da nossa querida Geralda, mulher atuante e participativa, que sempre ocupava cadeiras em eventos da cidade, prestigiando e atuando, contribuindo sempre com a preservação da nossa história. E da dona Dalma, mulher ímpar, que foi fundamental para o um novo ciclo, dentro muitos que Tiradentes já teve. Presidente do Instituto, dona Dalma foi decisiva em momentos chaves que a cidade enfrentou. Ambas imprescindíveis para a continuidade dos trabalhos do Instituto. Deixaram suas marcas, seus ensinamentos. Suas histórias! Ambas, nos deixam saudades. Não choremos suas ausências. Vamos celebrar suas vidas! 

Ontem criamos a história! Hoje nós a vivemos! Mas, e amanhã? O que será dessa história nos dias que virão, neste futuro incerto e cheio de surpresas? Não sabemos! Não há como saber. Previsões, adivinhações, fórmulas mágicas para se vislumbrar o futuro não são válidas para o que desenhamos ao longo de mais 300 anos de história. É impossível retirar esse véu de incertezas e descobrir o que há lá longe, onde nossa mente sonha mas nossa razão não alcança. Devemos então desistir? Nunca! Mas podemos fazer como disse o poeta inglês, Lord Byron: "O melhor profeta do futuro é o passado." Como foi dito, devemos aprender com o passado, utilizando essa sabedoria no presente e, assim, podermos alcançar o futuro, certos de que a história que fizemos ao longo destes muitos e muitos anos de Tiradentes e 35 anos de Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes foi a melhor possível, a mais bela possível. Mas a nossa história! 

Será difícil? Não sei! Não existe fórmula mágica para o sucesso. Mas quando consultarmos o livro do mundo, onde cada um escreve um pouco, cada um contribuiu um pouco, veremos que a nossa história não será uma nota de rodapé, nem uma simples frase ou uma mera citação. Devemos ocupar um capítulo inteiro de lutas, de realizações, de conquistas e de sonhos. Sonhar não custa nada, diz a música. E, se a história me permite, vou parafrasear aquele que já tem seu capitulo na história. Um louco para alguns. Um visionário para outros. Mas, acima de tudo, um sonhador. Tiradentes, nosso herói maior? Não, não quero cometer sacrilégios. Mais uma vez, Cervantes, através de seu filho maior, Don Quixote, me emprestará sua voz: “Quando se sonha sozinho, é apenas sonho. Quando sonhamos juntos, é o começo da realidade!" Sonhemos juntos então e vamos, juntos, escrever mais um capítulo nessa história! 


 Tiradentes, 19 de Janeiro de 2012. 
Wiliam Nascimento Wiermann 
Sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes.